Publicado por: biancarabelo | 5 de Abril de 2010

Campanha de Vacinação H1N1

Vacina contra H1N1

Bom dia! Como foram de semana santa? Espero que bem!

Uma feliz Páscoa para todos, que Deus iluminem vocês!

Esse assunto que eu irei abordar hoje é um dos mais falados atualmente. Campanhas do Ministério da Saúde circulam na mídia mas mesmo assim eu sinto que muita coisa ainda tem que ser esclarecida sobre a vacina. Existem alguns emails circulando com informações sérias, graves e muita dessas informações não condizentes com a verdade.

É muito importante esclarecer que a vacina é feita com fragmentos do vírus, ou seja, o vírus está morto, inativado. Sendo assim, É MENTIRA que essa vacina pode fazer você ter a gripe H1N1.

Como toda proposta, essa vacinação tem objetivo. A OMS objetiva manter o funcionamento dos serviços de saúde envolvidos na proposta à pandemia e diminuir o risco de adoecer e o número de mortes associadas à Influenza pandêmica nos grupos mais afetados.

Existem públicos a serem priorizados. É por isso que existem datas limites para que todos se vacinem na data que já foi divulgada. Neste momento, a campanha está em sua 3ª etapa, que são jovens de 20 à 29 anos.

A campanha foi separada em grupos, primeiramente seriam vacinados os públicos prioritários recomendados pela OMS, que são: profissionais da saúde, gestantes, população indígena e população com doença crônicas de base (como doenças cardíacas, respiratórias, diabéticos e outros).

Além desse grupo, ainda vacinarão: crianças saudáveis entre 6 meses e 2 anos, adultos saldáveis entre 20 e 29 anos e adultos saldáveis entre 30 e 39 anos. É importante esclarecer que o grupo prioritário poderá vacinar em qualquer ocasião da campanha. Se caso as doses sobrarem no final da campanha, os demais não citados acima poderão vacinar.

Abaixo, o calendário da campanha:

Calendário Campanha H1N1

Seria muito bom que todos tomem a consciência de se vacinarem, a vacina é muito importante, existe muitos mitos acerca da imunização contra H1N1, faça você sua parte, compareça em uma unidade de saúde mais próxima da sua casa e vacine-se já!!

Em relação aos eventos adversos, eles existem, são muito parecidos com os sintomas pós vacinais da vacina da gripe sazonal, que são dores, endemas, fadiga, cansaço, febre, vômito e muito mais raramente efeitos graves como anafilaxia, síndrome de Guillain-Barré e até mesmo óbito súbito (ainda sendo estudado). Segundo a médica pediatra e superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado da Saúde (Sesau) Sandra Canuto, as reações são consideradas normais e até agora não ocorreu efeito adverso grave nas 65 milhões de pessoas que foram imunizadas no mundo. “Após a vacinação, há casos em que ocorre febre e uma moleza no corpo, que dura em média 48 horas. Se a febre persistir após esse prazo, o ideal é procurar um médico, que tomará as medidas cabíveis”, explicou.

Em seguida, perguntas e respostas freqüentes que devem ser esclarecidas:

Se o processo de desenvolvimento de uma vacina costuma ser longo, como foi possível produzir a vacina pandêmica tão rapidamente?

Os laboratórios já tinham experiência com a produção da vacina contra os vírus de influenza sazonal (vacina administrada anualmente nos idosos no Brasil), e estes investiram em tecnologia num processo de preparação para a produção de uma vacina para a prevenção do vírus pandêmico (H1N1) 2009. O Brasil, por exemplo, fez investimentos na adequação do processo de produção pelo Instituto Butantan.

A vacina a ser utilizada no Brasil é segura?

A vacina a ser utilizada é segura e já está em uso em outros países. Não tem sido observada nesses paises uma relação entre o uso da vacina e a ocorrência de eventos adversos graves.

Ressalte-se, entretanto, que a garantia da vacinação segura está relacionada, também: (i) ao uso de seringas e agulhas apropriadas; (ii) à adoção de procedimentos seguros no manuseio, no preparo e na administração da vacina, conforme normas técnicas estabelecidas; (iii) à conservação da vacina na temperatura adequada, conforme preconizado; (iv) ao manejo e ao destino adequado dos resíduos da vacinação (seringas, agulhas etc.); e (v) à qualidade da capacitação do pessoal envolvido, bem como da supervisão ao trabalho de vacinação.

Além disso, considera-se como fundamental o monitoramento de eventos adversos associados temporalmente à vacinação, identificando-os, notificando-os, investigando-os e confirmando a sua real vinculação à vacina contra a influenza pandêmica

A vacina a ser utilizada no Brasil é efetiva?

A vacina registra uma efetividade média maior que 95%. A resposta máxima de anticorpos se observa entre o 14º e o 21º dia após a vacinação.

Como a vacina é apresentada?

A vacina é acondicionada em frascos múltidoses, contendo 10 doses. Uma dose correspondendo a 0,5 ml.

a) A do Laboratório Sanofi Pasteur/Instituto Butantan é apresentada na forma de suspensão (líquido opalescente, transparente e incolor).

b) A do Laboratório GSK vem acondicionada em dois frascos (um com a suspensão (antígeno) e o outro com a emulsão (adjuvante) – líquido esbranquiçado homogêneo), sendo preparados momentos antes da administração.

c) A da Novartis é apresentada em frasco multidoses (10 ou 17 doses), na forma de suspensão.

O Brasil vai utilizar vacina inalável? Há diferenças entre a inalável e a injetável?

No momento não está previsto o uso de vacina inalável. A diferença entre uma e outra refere-se à forma de apresentação e de administração.

Então o Brasil vai utilizar somente vacina injetável?

Sim. A vacinação proposta utilizará a vacina injetável, administrada por via intramuscular, ou seja, com a introdução da solução dentro do tecido muscular.

Qual a quantidade de vacina adquirida pelo Ministério da Saúde?

O Ministério da Saúde adquiriu cerca de 113 milhões de doses, para administração da população em etapas distintas.

O que é adjuvante?

É uma substância (ou substâncias) imuno-estimulante que entra na composição de uma vacina.

Por que as crianças com menos de seis meses não estão incluídas? Há contraindicação para vacinação desse grupo?

A vacina atualmente disponível não é recomendada para o grupo de menores de seis meses em razão de não haver estudos que demonstrem a qualidade da resposta imunológica, ou seja, a proteção não é garantida.

Qual a incidência de efeitos colaterais (eventos adversos) até agora?

Até a última avaliação realizada pela OMS, em dezembro de 2009, não havia sido comprovado evento adverso grave associado à vacina contra influenza pandêmica. A grande maioria do que vem se apresentando se assemelha a vacina sazonal administrada em idosos, que são reações leves: dor local, febre baixa, dores musculares, que se resolvem em torno de 48 horas.

Quais são eventos adversos da vacina? Comparativamente a outras vacinas.

Os eventos adversos relatados pelo laboratório GSK:
a) Muito comum (cerca de 10% dos vacinados): dor no local da aplicação, cefaléia, dor articular, muscular e fadiga;
b) Comum: Náusea, diarréia, sudorese, hiperemia no local da aplicação, inchaço no local da aplicação e tremores;
c) Raros: Linfadenopatia, insônia, tontura, parestesia, vertigem, dispnéia, dor abdominal, vômitos, dispepsia, desconforto gástrico, prurido, erupção cutânea, dor nas costas, rigidez músculo esquelética, dor no pescoço, espasmos musculares, dor nas extremidades, reações no local de injeção (hematoma, induração, prurido e aumento de temperatura), astenia, dor no peito e mal estar.

Fonte:portal.saude.gov.br

Espero que todos vocês tenham tirado suas dúvidas e tenham conhecido um pouco mais sobre essa campanha extremamente importante. Oriente seus amigos e familiares. Juntos contra a gripe H1N1. Um grande beijo, Bianca Rabelo.


Responses

  1. Oi Bianca!!!! Muito boa a sua iniciativa!!! Parabéns!!!Bjos

  2. OTIMA MATERIA TEMOS QUE ESCLARECER A POPULAÇAO SOBRE H1N1 PARA A CAMPANHA TER EXITO E ALCANÇARMOS AS METAS PARABENS


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