Publicado por: biancarabelo | 10 de Março de 2010

Medula Óssea: Transplante e Doação

Olá pessoal! Tudo bem?

Gostaria de agradecer em especial à uma amiga da faculdade Janine e sempre visita meu blog! Obrigada pela força, meu anjo! Unidas iremos divulgar nossa linda futura profissão e iremos aproximar as pessoas dos assuntos de saúde! Obrigada a todos que acompanham o blog!

Sempre que eu abordo esse assunto eu percebo dúvidas diversas sobre o que é a Medula Óssea, como que é feito a doação, que tipo de paciente precisa dessa doação, aonde que se pode doar, enfim. As chances de um doador ser compatível com o paciente é de aproximadamente 35% em caso de algum parentesco próximo como os pais e irmãos. Espero que todos tirem suas dúvidas e se tiver algo a esclarecer, deixe um comentário, será um prazer responder! Fiquem à vontade e boa leitura!!

O que é medula óssea?

Bom, é preciso saber o que é Medula Óssea, antes de tudo. A Medula Óssea é um tecido líquido, com aspecto gelatinoso, que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por “tutano”. Na Medula Óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

Existe muita dúvida sobre a diferença entre a medula óssea e a medula espinhal. Podemos dizer que a medula óssea, como descrito anteriormente, é um tecido líquido que ocupa a cavidade dos ossos, a medula espinhal é formada de tecido nervoso que ocupa o espaço dentro da coluna vertebral e tem como função transmitir os impulsos nervosos, a partir do cérebro, para todo o corpo.

O que é transplante de medula óssea?

É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia (câncer que compromete os glóbulos brancos, os leucócitos) e linfoma. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O transplante pode ser autogênico (quando a medula vem do próprio paciente) ou alogênico (quando a medula vem de um doador). O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.

Como é o transplante para o doador?

Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde. O doador tem que ser compatível com o paciente (geralmente são irmãos, principalmente gêmeos univitelinos ou de pai para filho), além de terem a mesma tipagem sanguínea. Para comprovar a compatibilidade, é necessário realizar testes laboratoriais específicos, a partir de amostras de sangue do doador e receptor, chamados de exames de histocompatibilidade Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada.

Como é o transplante para o paciente?

Depois de se submeter a um tratamento que ataca as células doentes e destrói a própria medula, o paciente recebe a medula sadia como se fosse uma transfusão de sangue. Essa nova medula é rica em células chamadas progenitoras que, uma vez na corrente sangüínea, circulam e vão se alojar na medula óssea, onde se desenvolvem. Durante o período em que estas células ainda não são capazes de produzir glóbulos brancos, vermelhos e plaquetas em quantidade suficiente para manter as taxas dentro da normalidade, o paciente fica mais exposto a episódios infecciosos e hemorragias. Por isso, deve ser mantido internado no hospital, em regime de isolamento. Cuidados com a dieta, limpeza e esforços físicos são necessários. Por um período de duas a três semanas, o paciente necessitará ser mantido internado e, apesar de todos os cuidados, os episódios de febre muito comuns. Após a recuperação da medula, o paciente continua a receber tratamento, só que em regime ambulatorial, sendo necessário em alguns casos o comparecimento diário ao Hospital-dia.

Quer se tornar um doador?

Acesse o site do INCA:
http://www.inca.gov.br/conteudo_view.asp?ID=64

Para se tornar doador: Belo Horizonte – MG – Rua Alfredo Balena, 400 – Tel.: (31) 3274-7181. – HEMOMINAS Rua Domingos Vieira, 319 – 2º andar – Santa Efigênia – Belo Horizonte – MG – CEP: 30150-240 Tel.:(31) 3241.6333 / 3241.1134 / 3241.6506 – Fax: 3241.6507

Beijo à todos!!! Obrigada pela visita!!!

Doe vida!


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